Seu Nésio, 50 anos marcados pela evolução em mecânica de automóvel

Seu Nésio, 50 anos marcados pela evolução em mecânica de automóvel

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Manuel da Rosá Rocha
Ele construiu sua vida em São Bento do Sul, fala das dificuldades, desafios e vitórias que teve em sua vida
São Bento do Sul

Sem alguém perguntar quem é Manuel da Rosá Rocha, poucas pessoas sabem que ele é um dos mecânico com mais anos em atividade em São Bento do Sul. São cinco décadas de muito suor e graxa nas mãos.
Ele é natural de Meleiro Santa Catarina, perguntado como ele veio parar em São Bento do Sul, Nésio respondeu “Foi o destino que me trouxe até aqui”
Ele serviu o quartel passou por São Bento do Sul achou a cidade bacana e resolveu fixar residência em São Bento do Sul. Nésio era integrante do 28º Grupo de Artilharia de Campanha – Exército Brasileiro com sede em Criciúma, quando passou por São Bento do Sul – quando seguia para Três Barras participar do treinamento de Tiro de Guerra.
Assim o destino quis – quebrou um viatura em São Bento do Sul, ele já era mecânico no quartel ,quando foi comprar um radiador na Ford Roesler. “Passei pela igreja matriz, muito bonita e que me encheu os olhos. Resolvi vir pra cá, depois que sai do quartel , quando tinha 23 anos em 1973”, lembra.
Nésio começou a trabalhar na Oxford, trabalhou com os Cachoeira também na época tinha oficina de lataria e pintura especialmente com Milton Cachoeira “In-Memoriam” foram quase 10 anos de parceria.
Após, abriu a própria oficina no bairro Schramm, desde quando iniciou as atividades. Especializou em motores de veículos e caixa.
Somente no bairro Schramm foram 15 anos logo após vendeu a oficina para o cunhado e montou sua nova no bairro Colonial na Avenida São Bento
Nésio não tem ideia de quantos veículos passou pelas suas mãos, e o repórter não podia de deixar de fazer a pergunta de qual veiculo dá mais problemas , Nésio diz que a marca renault. “Não significa exatamente ser um carro ruim mas a estradas brasileiras é muito buraco o renauld sofre mais aqui , mas no passado a marca Fiat dava muito problema especialmente o Fiat 147, na época os veículos da marca Wolkswagem dominava o mercado. época

Evolução na mecânica dos automóveis
Segundo Nésio ocorreu uma evolução enorme na mecânica dos veículos e os mecânicos tiveram que evoluir também. A injeção eletrônica foi um dos momentos dessa evolução. Lembra que um mestre da Alemanha fez curso para os mecânicos e a Associação Comercial trouxe o pessoal da Alemanha. “Hoje está tão muito avançada que não atuo mais com essa parte fica com meu filho. Ele se especializou-se em veículos automáticos. Hoje fazemos motor v 6 de mercedes, BMW que são motores raros de fazer já que tem tecnologia e são muito avançados não quebram tão fácil. Os carros antigos não estou atuando mais. “Hoje a mecânica está muito evoluída, os carros mais antigos incomodam muito e dá muito trabalho. Além disso os equipamentos das oficinas se modernizaram”, conta o mecânico que quando começou a trabalhar em São Bento não tinha elevador para automóveis geralmente as concessionárias tinham elevadores específicos somente para fusca. “Hoje temos elevadores universal, pistola de aperto e pneumática afrouxa e aperta quase não fizemos mais força na nossa época a gente sofria fazia bastante força mesmo”, revela

Dica importante
Nésio dá um conselho ao motoristas, procurar sempre combustível bom de marca, com boas bandeiras e confiáveis e sempre fazer a manutenção preventiva do veículo.
Troca de agua, verificar sistema de refrigeração correias em dia, calibragem dos pneus. “Sempre falei que o custo benefício de um oficina é muito grande especialmente para reduzir acidentes de trânsito. Vale a pena fazer a manutenção verificar se está tudo em ordem e tranquilo não significa que a pessoa não fique na rua mas a chance de quebra ou pane serão muito menores do que se não fizesse a manutenção o prejuízo sem manutenção é sempre maior”, ensina

Luz vermelha no painel
Outra dica importante de seu Nésio é com relação a luz vermelha no painel. Ao verificar o acendimento é melhor parar o carro na hora e acionar o guincho, pois o problema será muito menor. “Pare aonde tiver, porque o dano é bem maior. Acendeu a luz vermelha põe a mão na chave e desliga. É igual sinaleiro, tá vermelho pare não arisca porque o prejuízo é grande. É um gasto desnecessário”, revela
O tradicional “socorro fora de hora”
Perguntado se faria tudo de novo, Nésio revela que nem conseguiu parar de trabalhar. “Meu filho já falou para mim parar, mas não consigo parar eu gosto de fazer e faria tudo de novo. Nésio lembra que trabalhou muitos domingos sábados fazendo o tradicional “socorro”. Hoje temos os guinchos trabalhando, coloca no guincho e vem para oficina. Antigamente a gente tirava motor e câmbio na estrada. Naquele tempo eram poucos carros, geralmente as famílias tem mais que um carro daí fica mais fácil.

Carinho pelos clientes
Nésio revela que tem um carinho enorme pelos seus clientes desde o inicio de suas oficinas, hoje filhos e netos de clientes continuam trazendo trabalho para mim. “Um agradecimento muito grande já que foram os clientes a razão do meu sucesso”, diz

“E a família Porto Seguro”
Nésio também se declara para a família Érica foi a primeira neta do vovó Nésio a vir ao mundo, Sara e a Amora completam a felicidade. Ainda a esposa Ilze Baum Rocha que segundo Nésio é a pessoa que sempre socorreu, me ajudou sempre e faz a comida boa todos os dias “Agradeço muito a ela por tem me ajudado todos esses anos”, se declara ao reconhecer todo o apoio dos filhos Patrícia, Sheila e Rodrigo. “Devo muito a muita família, sou muito grato mesmo”. Nésio foi presidente do clube de Auto Mecânicos da Associação Comercial e Industrial de São Bento do Sul.



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