São Bento do Sul 148 anos. Nossas Riquezas e Tradições: Estação Ferroviária de Serra Alta

São Bento do Sul 148 anos. Nossas Riquezas e Tradições: Estação Ferroviária de Serra Alta

- in São Bento do Sul 148 anos. Nossas Riquezas e Tradições
924
Comentários desativados em São Bento do Sul 148 anos. Nossas Riquezas e Tradições: Estação Ferroviária de Serra Alta
https://www.instagram.com/mundocondor

A Estação Ferroviária Serra Alta foi construída entre 1911 e 1912, ligando São Francisco do Sul ao Planalto Norte e foi inaugurada em 1913.

IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
Patrimônio Cultural Ferroviário
Nome Atribuído: Terreno; Estação Ferroviária de Serra Alta
Localização: São Bento do Sul-SC
Decreto de Tombamento: Lei nº 11.483/07 e Portaria IPHAN nº 407/2010

FCC – Fundação Catarinense de Cultura
Nome Atribuído: Estação Ferroviária Serra Alta
Localização: Núcleo de Serra Alta – atrás da Igreja – São Bento do Sul-SC
Número do Processo: Nº 064/93
Resolução de Tombamento: Decreto Nº 2.980, de 24/06/1998

A estação ferroviária foi construída entre 1911 e 1912, ligando São Francisco do Sul ao Planalto Norte e foi inaugurada em 1913; Como o lugar era afastado do centro urbano, era preciso que o passageiros recorressem a veículos puxados a cavalo. O transporte buscava-os em casa. Atualmente, o local está fechado. Com exceção de passeios turísticos, por ali passam apenas locomotivas de uma empresa particular.
Fonte: Placa explicativa afixada no imóvel.

As dificuldades e desafios para implantar estradas de ferro no Brasil eram muitos. Procurando atrair investidores, o governo implantou um sistema de concessões, que se tornou característico da política de infra-estrutura do período imperial. Entre o final do século XIX e início do século XX os recursos, sobretudo dos britânicos, alavancaram a construção de linhas férreas.
A expansão ferroviária, além de propiciar a entrada de capital estrangeiro no país, tinha, também, o objetivo de incentivar a economia exportadora. Desta forma, as primeiras linhas interligaram os centros de produção agrícola e de mineração aos portos diretamente, ou vencendo obstáculos à navegação fluvial. Vários planos de viação foram elaborados na tentativa de integrar a malha ferroviária e ordenar a implantação dos novos trechos. Entretanto, nenhum deles logrou êxito em função da política de concessões estabelecida pelo governo brasileiro.
Fonte: Iphan.

Patrimônio Ferroviário: A Lei 11.483, de 31 de maio de 2007, atribuiu ao Iphan a responsabilidade de receber e administrar os bens móveis e imóveis de valor artístico, histórico e cultural, oriundos da extinta Rede Ferroviária Federal SA (RFFSA), bem como zelar pela sua guarda e manutenção. Desde então o Instituto avalia, dentre todo o espólio oriundo da extinta RFFSA, quais são os bens detentores de valor histórico, artístico e cultural.
O patrimônio ferroviário oriundo da RFFSA engloba bens imóveis e móveis, incluindo desde edificações como estações, armazéns, rotundas, terrenos e trechos de linha, até material rodante, como locomotivas, vagões, carros de passageiros, maquinário, além de bens móveis como mobiliários, relógios, sinos, telégrafos e acervos documentais. Segundo inventário da ferrovia, são mais de 52 mil bens imóveis e 15 mil bens móveis, classificados como de valor histórico pelo Programa de Preservação do Patrimônio Histórico Ferroviário (Preserfe), desenvolvido pelo Ministério dos Transportes, instituição até então responsável pela gestão da RFFSA.
A gestão desse acervo constitui uma nova atribuição do Iphan e, para responder à demanda, foi instituída a Lista do Patrimônio Cultural Ferroviário, por meio da Portaria Iphan nº 407/2010, com 639 bens inscritos até 15 de dezembro de 2015. Para inscrição na Lista, os bens são avaliados pela equipe técnica da Superintendência do Estado onde estão localizados e, posteriormente, passam por apreciação da Comissão de Avaliação do Patrimônio Cultural Ferroviário (CAPCF), cuja decisão é homologada pela Presidência do Iphan.
Os bens não operacionais são transferidos ao Instituto, enquanto bens operacionais continuam sob responsabilidade do DNIT, que atua em parceria com o Iphan visando à preservação desses bens. Esse procedimento aplica-se, exclusivamente, aos bens oriundos do espólio da extinta RFFSA. Os bens que não pertenciam à Rede, quando de sua extinção, não são enquadrados nessa legislação, podendo, entretanto, ser objeto de Tombamento (Decreto Lei nº 25, de 30 de novembro de 1937, aplicado a bens móveis e imóveis), ou ao Registro (Decreto nº 3.551, de 4 de agosto de 2000, aplicado ao Patrimônio Cultural Imaterial).
Fonte: Iphan.

“Troles puxados a cavalo”
Na época da sua construção, ela ainda estava distante. Até mais ou menos a metade da década de 1920, o transporte de passageiros para e da estação era feito por troles puxados a cavalo. Quem quisesse viajar, tinha de procurar antes um dos três concessionários do transporte, e pedir para levá-lo no horário estabelecido para alcançar o trem.

Por volta de 1943, a cidade e a estação tiveram o nome alterado para Serra Alta, sob imposição do Governo; em 1948, depois de muitas discussões, pois a população não se conformava com o novo nome, a cidade recuperou o antigo nome, com o sufixo “do Sul”, mas a estação conservou o seu, pois já havia um bairro populoso à sua volta que, este sim, havia adotado o nome de Serra Alta.

Facebook Comments

You may also like

Calçadão charme emoldurado pela arquitetura: “São Bento do Sul 148 anos. Nossas Riquezas e Tradições” “

Localizado no centro da cidade, na Rua Visconde de Taunay e Travessa José Zipperer, o "Calçadão" de São Bento do Sul se traduz através de seu charme e aconchego emoldurado pela arquitetura germânica