Sãobentense participa de missão humanitária no Sudão

Sãobentense participa de missão humanitária no Sudão

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Médica aos 33 anos, ela já estudou na Escola Roberto Grant e São José. Ganhou o noticiário nacional e internacional ao ser homenageada

A Sãobentense Nádia Gabriele Rudnick de 33 anos afirma que, depois de tratar de centenas de baleados no Brasil e de atuar com o SAMU em regiões pobres, não ficou chocada com o que viu no Sudão do Sul. Na África, assim como no Brasil, ela jamais perguntou de que lado estava o paciente que estava atendendo. “Se é bandido ou não, para mim, aquela pessoa é um paciente com uma necessidade. Não quero saber nada mais”, diz.

Quando um baleado chega a seu hospital, que serve de referência no Sudão do Sul, ninguém pergunta se o ferido é membro do governo, da guerrilha, da oposição ou de grupos rebeldes. A missão daquela médica de pele clara: salvar o paciente. Essa é a vida de Nadia Rudnick, a médica brasileira é homenageada no Dia Mundial Humanitário

Nádia Gabriele Rudnick atua como cirurgiã em um hospital militar no Sudão do Sul, onde é a única mulher da equipe

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) homenageia, no Dia Mundial Humanitário, comemorado na última quinta feira mulheres que atuam em áreas de conflito no mundo inteiro. Entre as homenageadas está a médica brasileira Nádia Rudnick, especializada em trauma e emergência.

Atualmente, Nádia faz mestrado em ação humanitária internacional e atua como cirurgiã em um hospital militar no Sudão do Sul, onde é a única mulher da equipe. Ela integra o Comitê da Cruz Vermelha e diz que pretende continuar a desenvolver ações humanitárias.

“Eu vejo que para pacientes do sexo masculino não muda se você é mulher ou homem. Mas sinto que com pacientes do sexo feminino, elas provavelmente se sentem um pouco mais confortáveis em ter uma médica, cirurgiã, do mesmo sexo que elas”, afirma.

A data, criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), é comemorada para mostrar a importância de quem deixa casa e família para ajudar pessoas em situação de risco.

Segundo o CICV, o trabalho humanitário é fundamental em áreas de conflito, principalmente para atender mulheres, que em geral são afetadas de forma desproporcional, vítimas de ameaças ou violência sexual.

De acordo com dados do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur), em todo o mundo, 132 milhões de pessoas precisam de assistência humanitária devido a conflitos, repressões e desastres naturais. Metade desse grupo é representado por meninas e mulheres que diariamente enfrentam discriminação e violência.

Formada pela Federal do Paraná

Médica formada pela Universidade Federal do Paraná (concluiu em 2011). Residência em Cirurgia Geral (conclusão: 2015) e em Cirurgia do Trauma (conclusão: 2016) no HPS-POA. Cirurgiã Geral e do Trauma no Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre. Médica Especialista da Prefeitura Municipal de Porto Alegre (lotação: SAMU). Intrutora de ATLS e TEAM no CETS-Porto Alegre. Cirurgiã Geral do Hospital Mãe de Deus. Membro da SBAIT. Membro adjunto do CBS-RS. Membro da WSES e da SPT. Tem interesse nas áreas de Cirurgia Geral e do Trauma. Línguas: inglês fluente; francês intermediário (curso em andamento); espanhol básico; português fluente (língua nativa).

Graduação em Medicina

2005 – 2011

Universidade Federal do Paraná

Ensino Médio (2º grau)

2001 – 2003

Escola de Ensino Médio Professor Roberto Grant

Ensino Fundamental (1º grau)

1998 – 2000

Escola de Educação Básica Professor Roberto Grant

Ensino Fundamental (1º grau)

1993 – 1997

Colégio São José – São Bento do Sul

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