São Bento do Sul é a mais atingida: setor moveleiro perde mais de 500 vagas após tarifas dos EUA

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Setor moveleiro de SC fecha 581 vagas após tarifaço dos EUA

São Bento do Sul é a mais atingida com tarifas de 50% impostas pelo governo Trump

O setor de madeira e móveis de Santa Catarina encerrou julho com 581 vagas a menos, segundo dados do Caged compilados pelo Observatório da Fiesc. O resultado reflete diretamente as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre móveis brasileiros.

A cidade mais atingida é São Bento do Sul, principal polo moveleiro do estado e responsável por quase metade das exportações catarinenses do setor. Apenas em 2024, o município vendeu US\$ 123,4 milhões em móveis ao exterior, sendo US\$ 77 milhões destinados ao mercado americano.

“Nosso mercado nos Estados Unidos tende a diminuir ou até zerar”, alerta Daniel Lutz, CEO da Móveis Serraltense. Segundo ele, os clientes americanos já começam a suspender pedidos, e muitos negócios estão sendo fechados com prejuízo.

Para evitar demissões em massa, empresas locais têm recorrido a férias coletivas e redução de jornada, mas a situação preocupa. “Se não houver negociação das tarifas, o cenário pode se agravar”, afirma Gabriel Weihermann, presidente da Associação Empresarial de São Bento do Sul (ACISBS).

Apesar da retração no setor moveleiro, a indústria catarinense no geral ainda fechou julho com saldo positivo de 1 mil vagas, puxada pela construção civil, alimentos e bebidas e têxtil.


Indústria geral ainda gera empregos, mas com riscos

Apesar da queda no setor moveleiro, a indústria catarinense como um todo teve saldo positivo de 1 mil vagas em julho, sendo o setor que mais gerou empregos no acumulado do ano, com 43 mil vagas abertas. Ainda assim, isso representa 8,6 mil vagas a menos que no mesmo período de 2024.

A construção civil foi o segmento que mais contratou em julho (601 vagas), seguida pelos setores de alimentos e bebidas (468 vagas) e têxtil, confecção, couro e calçados (366 vagas).

No setor de serviços, foram criadas 1,8 mil vagas, enquanto o comércio gerou 60 novos postos. A agropecuária fechou o mês com saldo negativo, com 114 vagas a menos.

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