Padrasto acusado da chacina em Joinville tinha histórico de violência e restrição à filha

Padrasto acusado da chacina em Joinville tinha histórico de violência e restrição à filha

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Chacina em Joinville ocorreu na residência da família no bairro Saguaçu; três pessoas foram mortas e uma segue internada em estado grave

O crime ocorrido na madrugada desta quinta-feira (11), no bairro Saguaçu, em Joinville, já tem seus primeiros desdobramentos nas investigações da Polícia Civil. Quatro pessoas da mesma família foram vítimas de disparos, incluindo a companheira do suspeito e os dois enteados.

Segundo as investigações, a sogra, Rita de Cassia Pereira Araujo Silva, de 65 anos, estava em um dos quartos da casa acompanhada das crianças, quando os disparos foram feitos. A esposa , Ingrid Iolly Araujo Silva Berilo, de 40 anos, foi encontrada caída no corredor da residência.

Os corpos das vítimas foram descobertos por um familiar, que acionou as autoridades. A sogra foi socorrida e permanece internada em estado grave. O principal suspeito, companheiro de Ingrid, foi encontrado morto no local.

“Agora o inquérito policial vai trazer essas informações complementares na investigação policial. A Delegacia de Homicídios vai promover as oitivas de testemunhas, e vamos aqui torcer para que essa senhora consiga sobreviver em relação a esses ferimentos que foram ocasionados por esse indivíduo, para que nós possamos, então, entender”, disse o delegado Dirceu Silveira

Homem é suspeito de matar esposa e enteados – Foto: Divulgação/Redes Sociais/ND

“Os próprios familiares do autor, os familiares das vítimas, também vão ser ouvidos nesse inquérito policial e anexados ao inquérito policial. Nós acreditamos que, no prazo de 15 dias, nós já tenhamos uma conclusão do inquérito policial, ou pelo menos informações mais fidedignas em relação ao que aconteceu”, completou.

Histórico de violência

principal suspeito do crime é Ramzi Mohsen Hamdar, de 49 anos, natural do Líbano. Ele vivia em união estável com Ingrid há cerca de um ano e meio, e o casal morava junto há aproximadamente um ano na casa, que era de propriedade dele. Ramzi residia em Joinville há 25 anos.

No local, foi apreendida uma pistola calibre .380, que será periciada para ajudar a esclarecer as circunstâncias do crime. Segundo o delegado Dirceu Silveira, responsável pela investigação, ainda não há uma motivação definitiva para o ataque.

Além disso, Ramzi possuía antecedentes policiais por ameaças, invasão de propriedade, desobediência a decisão judicial, injúria, calúnia e difamação. Ele também tinha medidas cautelares contra familiares e uma filha de um relacionamento anterior.

Entenda a chacina em Joinville

O crime ocorrido na residência da família na quinta-feira (11) teria sido cometido por Ramzi. Ele atirou contra sua esposa Ingrid e seus dois enteados, um adolescente de 15 anos e uma criança de 11.

Rita, sogra de Ramzi e mãe de Ingrid, também foi baleada, socorrida em estado grave e permanece internada. Ramzi também foi encontrado morto no local.

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