IMA alia ciência, tecnologia e comunidade para conter javalis invasores

IMA alia ciência, tecnologia e comunidade para conter javalis invasores

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07 de julho de 2025 às 13:42 – Meio Ambiente

O Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) segue firme no enfrentamento da invasão de javalis (Sus scrofa) em áreas de preservação do Estado. Considerada uma das espécies exóticas mais agressivas do mundo, o javali é alvo de ações estratégicas em quatro parques estaduais: Rio Canoas, Fritz Plaumann, das Araucárias e Serra Furada.

Com registros da presença do animal em cerca de 80% dos municípios catarinenses, o controle tem se tornado prioridade. As ações incluem desde a contratação de empresas especializadas até capacitação de moradores do entorno para atuarem no manejo em propriedades rurais.

Espécie invasora e perigosa

Originário da Europa, Ásia e Norte da África, o javali foi introduzido no Brasil principalmente por interesse na caça e pela criação de porcos. Sem predadores naturais, e com alta capacidade reprodutiva, a espécie ameaça a fauna nativa, causa prejuízos à agricultura e pode transmitir doenças.

Segundo a União Internacional de Conservação da Natureza, o javali está entre as 100 piores espécies invasoras do planeta. Em Santa Catarina, o IMA tem atuado conforme as normas do Ibama, que exige autorização específica para o manejo, especialmente em unidades de conservação.

Atuação em quatro parques

No Parque Estadual Rio Canoas, os primeiros sinais da presença do javali surgiram em 2019. Desde então, o IMA tem intensificado os controles, que ganharam reforço em 2024 com a contratação de uma empresa especializada. “Os vestígios hoje estão concentrados em uma área específica do parque, o que mostra que as ações estão surtindo efeito”, afirmou Leila Alberti, coordenadora da unidade.

Já no Parque Fritz Plaumann, onde os javalis apareceram pela primeira vez em 2015, as ações foram retomadas recentemente, após um período de crescimento da população da espécie. Para este ano, está prevista uma operação de manejo com duração de 63 dias.

Nos parques das Araucárias e da Serra Furada, o controle também está em andamento. No primeiro, o trabalho recomeçou em 2025 após uma ação anterior em 2020. Já no Serra Furada, os primeiros vestígios foram identificados em 2024 e a operação está em fase inicial.

Como funciona o manejo

O método adotado nas áreas de preservação é o uso de armadilhas tipo curral com ceva, conforme autorizado pela Instrução Normativa 12/2019 do Ibama. A técnica permite capturar vários animais simultaneamente, sem que eles fujam para áreas de difícil acesso.

Todo o trabalho é monitorado de forma remota e realizado com apoio de órgãos como a Cidasc, a Embrapa Suínos e Aves, e o CAV/Udesc. Essas instituições também aproveitam os dados coletados para pesquisas sanitárias, essenciais para que Santa Catarina siga como área livre da peste suína clássica.

Além disso, moradores do entorno dos parques são capacitados para também contribuírem com o controle em propriedades particulares, dentro das regras legais.

Impacto em SC

Entre abril de 2019 e maio de 2024, o Ibama emitiu mais de 165 mil autorizações de manejo de javalis em 236 municípios catarinenses – o que representa 79% do Estado. Os dados reforçam a urgência do combate à espécie.

O Programa Estadual de Espécies Exóticas Invasoras, implantado pela antiga Fatma (atual IMA) em 2016, coordena todas as ações e garante que os manejos sejam realizados de forma padronizada e eficiente.

Mais informações sobre o manejo de espécies invasoras e o controle de javalis podem ser conferidas no site oficial do IMA: www.ima.sc.gov.br

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