
Segurança privada irregular em SC é alvo de operação da Polícia Federal
Mandados foram cumpridos em Campo Alegre, no Norte catarinense; grupo é investigado uso de identificação falsa e posse ilegal de arma de fogo
Operação desmontou esquema de segurança privada irregular em Campo AlegreFoto: Reprodução/Prefeitura de Campo Alegre/PF/ND MaisA Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (12) uma operação para desarticular um esquema de segurança privada irregular que atuava em Campo Alegre, no Norte catarinense. Segundo a investigação, o grupo prestava serviços em eventos mesmo sem habilitação legal e utilizava CNVs (Carteira Nacional de Vigilante) falsificadas para simular regularidade.
A investigação também apura indícios de posse ilegal de arma de fogo. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão para reunir novas provas e identificar possíveis outros participantes do esquema de segurança privada irregular.
Os suspeitos podem responder por falsificação de documento público, exercício ilegal da atividade de segurança privada e posse ilegal de arma.
As apurações começaram a partir de levantamentos de inteligência que identificaram a oferta recorrente de serviços de vigilância patrimonial em festas e eventos de médio porte na região.
Conforme a Polícia Federal, os investigados se apresentavam como profissionais habilitados, embora não possuíssem formação específica nem registro válido junto aos órgãos competentes.
Itens apreendidos pela PF durante operação em Campo Alegre incluía licenças falas e arma de fogo Reprodução/Polícia Federal/ND Mais
CNV é obrigatório para exercício da função de segurança
Para dar aparência de legalidade ao trabalho, o grupo utilizava as certificações falsificadas, já que o CNV é um documento obrigatório para o exercício da atividade.
A legislação federal determina que vigilantes passem por curso de formação autorizado, tenham vínculo com empresa regularizada e cumpram requisitos como exame psicotécnico e antecedentes criminais sem restrições.
Segundo a PF, a atuação de segurança privada irregular representa risco à coletividade, especialmente quando envolve eventos com grande circulação de pessoas e possível uso de armamento. A suspeita de posse ilegal de arma de fogo, ainda sob apuração, amplia a gravidade do caso.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão em Campo Alegre, os agentes recolheram materiais que serão analisados para verificar a extensão do esquema, eventual participação de outras pessoas e possível contratação por terceiros que desconheciam a irregularidade.
A PF informou que as investigações seguem em andamento e novas diligências não estão descartadas. Se as irregularidades forem confirmadas, os suspeitos poderão responder por falsificação de documento público, exercício ilegal da atividade de segurança privada e posse ilegal de arma de fogo.
