Caminhoneiro paranaense morre enquanto aguardava liberação de rodovia na Cordilheira dos Andes
Um caminhoneiro de 64 anos, morador de Foz do Iguaçu (PR), morreu na última quinta-feira (6) enquanto aguardava a liberação das estradas na região da Cordilheira dos Andes, na fronteira entre Chile e Argentina. O profissional estava entre centenas de motoristas retidos devido à forte nevasca que atingiu a região nas últimas semanas.
A morte foi confirmada neste fim de semana pela transportadora responsável pelo veículo. A identidade do caminhoneiro não foi divulgada, a pedido da família e da empresa.
Segundo informações divulgadas por entidades do setor de transporte, o motorista permaneceu parado em um bloqueio rodoviário causado pelo acúmulo de neve e gelo nas pistas. A principal suspeita é de que ele tenha sofrido um infarto enquanto aguardava a liberação da rodovia, embora a causa oficial da morte ainda não tenha sido confirmada.
O corpo deverá ser trasladado para o Paraná, e os procedimentos legais seguem em andamento.
Motoristas seguem retidos
O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Foz do Iguaçu (SindiFoz) e a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (FETRANSPAR) informaram que continuam acompanhando a situação dos caminhoneiros que permanecem na região.
De acordo com as entidades, não há um número exato de motoristas paranaenses aguardando liberação, mas a maioria das empresas que operam na rota orienta os profissionais a viajarem com mantimentos suficientes para enfrentar períodos prolongados de espera causados pelas condições climáticas.
Fronteira é liberada gradualmente
As autoridades locais iniciaram a liberação gradual dos comboios. Motoristas que chegaram à região até o dia 31 de julho já foram autorizados a seguir viagem. Aqueles que chegaram entre os dias 1º e 3 de agosto devem ser liberados nesta terça-feira (11), enquanto os demais ainda aguardam autorização.
Pontos de apoio também foram montados ao longo da rota para distribuição de água e auxílio aos caminhoneiros que permanecem retidos.
A nevasca histórica registrada na Cordilheira dos Andes provocou bloqueios em importantes rotas internacionais, afetando o transporte de cargas e a circulação de veículos entre Chile, Argentina e Brasil.


