Acisbs cobra respostas da Prefeitura sobre canteiros e impactos das obras na Avenida São Bento

Acisbs cobra respostas da Prefeitura sobre canteiros e impactos das obras na Avenida São Bento

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Acisbs cobra respostas da Prefeitura sobre canteiros e impactos das obras na Avenida São Bento

Entidade reúne questionamentos de empresários e prepara reunião com equipe técnica da Prefeitura para discutir circulação, acessos, segurança e impactos nos negócios

A Associação Empresarial de São Bento do Sul (Acisbs) passou a acompanhar de forma mais próxima as obras de revitalização da Avenida São Bento e está cobrando esclarecimentos do poder público sobre diferentes aspectos do projeto.

A iniciativa ocorre após empresários e associados procurarem a entidade para relatar dúvidas e preocupações relacionadas ao andamento da obra, aos novos canteiros, aos acessos aos estabelecimentos e aos impactos na circulação e na mobilidade da principal avenida.

O Núcleo de Desenvolvimento Urbano da Acisbs realizou reuniões para levantar os principais pontos de preocupação e elaborou um documento técnico com observações e questionamentos sobre a intervenção.

Entre os assuntos analisados estão circulação de veículos, segurança viária, acessibilidade, transporte coletivo, ciclovia, acessos aos imóveis, logística das empresas e possíveis impactos sobre as atividades econômicas.

Canteiros e circulação entram no centro dos questionamentos

A entidade busca informações sobre os estudos de tráfego utilizados para definir soluções como a redução de faixas de circulação, implantação de canteiros, travessias e semáforos.

Também estão entre os questionamentos situações consideradas importantes para o funcionamento da avenida, como acidentes, panes mecânicas e paradas de ônibus, além da necessidade de garantir a circulação de veículos de emergência nos trechos onde a pista passa a ter apenas uma faixa por sentido.

A continuidade da rede cicloviária e a localização dos pontos de ônibus também fazem parte do documento.

Empresas questionam acesso para caminhões e carretas

Outro ponto considerado sensível pela Acisbs é o acesso aos estabelecimentos comerciais e industriais localizados ao longo da Avenida São Bento.

O documento questiona se foram realizados estudos específicos para avaliar as manobras de carretas, caminhões-tanque, bitrens, ônibus e veículos de entrega.

A entidade também quer saber de que maneira as mudanças na geometria da avenida poderão interferir nas operações de carga e descarga, entrada e saída dos empreendimentos e logística das empresas.

Além disso, são questionados os critérios técnicos utilizados para definir dimensões da via, faixas de rolamento, canteiros, acessos e áreas de retenção.

A compatibilização das obras com as redes de infraestrutura do Samae, Celesc e operadoras de dados também está entre os pontos levantados.

“Buscar o máximo de informações”

O presidente da Acisbs, Leonardo Celeski, afirma que a entidade está buscando transformar as demandas apresentadas pelos associados em questionamentos objetivos ao poder público.

“Diversos associados nos procuraram referente ao andamento das obras, à situação dos canteiros e ao impacto que estão sofrendo em seus negócios. Nós, como entidade, estamos trabalhando para trazer o máximo de informações e prazos, nos reunindo com o poder público para buscar respostas, verificar quais são as responsabilidades de cada órgão e das empresas envolvidas neste grande projeto”, relata Celeski.

Segundo a Acisbs, o documento elaborado pelo Núcleo de Desenvolvimento Urbano não tem como objetivo apenas apontar problemas ou criticar a intervenção. A proposta é estabelecer um diálogo técnico e contribuir para uma análise mais ampla dos impactos e das soluções adotadas.

Reunião com a equipe técnica

Na terça-feira (29), integrantes da diretoria da Acisbs estiveram reunidos com o prefeito Antonio Tomazini, ocasião em que a situação da Avenida São Bento também foi discutida.

Está prevista ainda para 8 de outubro, na sede da Acisbs, uma reunião entre a diretoria da entidade, integrantes do Núcleo de Desenvolvimento Urbano e representantes da equipe técnica da Prefeitura.

O encontro deverá abordar os questionamentos apresentados pelo núcleo e buscar esclarecimentos sobre aspectos técnicos e operacionais do projeto.

“A nossa intenção é acompanhar o projeto, buscar informações e contribuir para que os impactos sejam conhecidos e discutidos. O empresário precisa ter previsibilidade para organizar sua operação e entender o que acontecerá nos próximos meses”, destaca Celeski.

As discussões ocorrem em meio às manifestações de comerciantes e moradores que vêm questionando principalmente os canteiros implantados na Avenida São Bento e os reflexos sobre o acesso aos estabelecimentos e a mobilidade.

 

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