A Vida da Conselheira Tutelar mais votada em São Bento

A Vida da Conselheira Tutelar mais votada em São Bento

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Ela foi reeleita para mais uma mandato junto ao Conselho Tutelar. Celia Gomes já trabalhou na Buddemeyer e já foi auxiliar de serviços. Está há 26 anos no serviço púbico

1 – Nome completo ?

R: Célia Terezinha Gomes

2 – O que fez quando crianças (brincadeiras esportes)

R: quando criança brincávamos muito de pula taboa, pula corda, pula elástico, amarelinha, bets e outras

3 – O que fez na adolescência ?

R: não tive adolescência, aos meus 12 anos de idade meu pai saiu de casa, minha mãe trabalhava eu ajudava nos afazeres domésticos, eu fiquei com a responsabilidade de cuidar do meu irmão na época com 9 anos de idade, preparava alimentação, os afazeres domésticos, pois minha mãe chegava muito cansada em casa porque necessitava fazer muita horas extras além de sua jornada de trabalho, desisti de estudar porque as condições financeiras não permitiam, casei cedo, fui mãe ainda na adolescência, retornei aos estudos depois que me casei.

4 – Seu Primeiro emprego ?

R: Meu primeiro emprego foi na empresa Buddemeyer, naquela época se podia trabalhar, já tenho registro de carteira desde 14 anos de idade, trabalhei por 2 anos, após prestei concurso público para auxiliar de limpeza, passei e fui chamada para trabalhar na EBM Baselisse Carvalho Virmond, terminei meus estudos fiz novos concursos, estou a 23 anos no setor público.

5 – Sua formação ?

R: Hoje sou pós graduada em Especialização e Orientação Educacional.

6 – Como foi sua chegada no CT ?

R: Meu primeiro contato com o Conselho Tutelar foi quando fui transferida para trabalhar de secretária no setor em 2005/2010, tenho muito orgulho de sempre citar que tudo que aprendi e sei foi com a conselheira na época Rosane Kaminsky, em 2011 assumi como suplente após o processo eletivo a vaga de conselheira, com nova eleição assumi novamente cargo como titular em 2012 e desde então estou até a data de hoje.

7 – Você foi a mais votada o que credencia essa votação ?

R: Em 2015 também fui a mais votada, com 311 votos, eleição para mim é sempre uma caixinha de surpresa, você nunca sabe quem realmente lhe é fiel, até mesmo porque muitos por educação fala que pode contar comigo, meu voto é seu, e bem na verdade você sabe que a mesma pessoa promete o seu voto para o resto dos candidatos, é uma incógnita; cada voto que conquistei foi na base da confiança e no comprometimento de realizar um trabalho sério e honesto, lutando pela garantia de nossas crianças e adolescentes. Foram meses difíceis, de muito trabalho, onde o medo muitas vezes se sobressaiu à expectativa de que tudo fosse dar certo; mas me mantive em minha causa, e não desisti.

8 – Nos quatro anos como conselheira qual aprendizado que você obteve, especialmente na proteção a criança ?

R: o aprendizado se vem na prática, até mesmo porque sempre nos deparamos com situações que são difíceis, no Conselho Tutelar, todos os atendimentos realizados no Conselho Tutelar são elencados no Art.136 (ECA) Estatuto da Criança e Adolescente, verificada qualquer violação de direito no Art. 98 (ECA) são aplicado as medidas previstas no Art. 101 e 129 (ECA.

9 – Sobre as leis você acha que ela estão adequadas ou necessitaria de mudança ?

R: As Leis estão aí para serem cumpridas, bom seria se não precisasse de Lei para garantir os direitos das crianças e adolescentes ou para obrigar pais e responsáveis proteger seus próprios filhos, o Conselho Tutelar não interfere na educação dos filhos, porém a Lei hoje protege um grande número de crianças e adolescentes que sofrem ou já sofreram algum tipo de agressão física, psicológica, tortura e até mesmo estupro, a reforma é bom para se atualizar e adequar-se, isso sempre é necessário.

10 – Pretende dar continuidade junto ao conselho em uma nova eleição ?


R: Quanto a dar continuidade, não posso responder pelo futuro, são quatro anos e muita coisa pode acontecer, estou como conselheira porque me identifiquei por esta causa, sempre temos um propósito em nossas vidas, procuro sempre agir com respeito e dignidade para maior conforto as pessoas que do Conselho Tutelar necessitar, até mesmo porque ninguém vai lá para passear ou conhecer nosso trabalho, e se forem serão bem acolhidos, quanto mais a sociedade conhecer nosso trabalho mais entenderão, pois o Conselho Tutelar não é bicho papão para assustar crianças e adolescentes, ou fazer abordagens na rua porque estão fazendo uso de entorpecentes, cabe a cada responsável cuidar e zelar por seus filhos, não somos um órgão de punição e sim de encaminhamentos para rede de proteção.

11 – A importância da família unida ?

R: a estrutura familiar é tudo; não importa se é composta por mãe e filhos, pai e filhos a boa educação vem de casa, os filhos são a cópia do nosso reflexo, não adianta dizer que o Conselho Tutelar passa mão na cabeça e por isso seus filhos fazem o que querem, isso é uma desculpa e digo que o simples dar de tudo para seus filhos faz com que ele usem de vantagens para chantageá-los, entregue um celular na mão do seu filho sem regras e limites só faz com que eles dominem seus responsáveis, infelizmente se perdeu muito nossos valores, nossos filhos precisam entender e aprender a dar valor nas pequenas coisas; um simples abraço, um bom diálogo, um simples gesto é fazer no mínimo uma refeição juntos ao dia já sendo suficiente para uma boa aproximação de pais com os filhos, permitindo uma boa convivência no âmbito familiar.



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