
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), por meio do CyberGAECO, deflagrou na manhã desta sexta-feira (31) a Operação “Éris”, que investiga a suspeita de incentivo à prática de violência extrema por meio de redes sociais. A ação ocorreu em apoio à 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Rio Negrinho.
Durante a operação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão em um endereço localizado em Rio Negrinho, por determinação da 2ª Vara da Comarca. A investigação apura a atuação de um homem suspeito de incentivar atos violentos e divulgar conteúdos relacionados à violência extrema no ambiente virtual.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), as investigações começaram após informações apontarem que uma adolescente estaria sendo estimulada, por meio de uma rede social, a praticar atos violentos por um indivíduo residente em Santa Catarina.
Com o uso de técnicas de investigação cibernética, o CyberGAECO conseguiu identificar o suspeito e vinculá-lo ao município de Rio Negrinho, onde foi realizada a diligência.
O objetivo da operação é reunir provas para esclarecer a autoria dos fatos, verificar a extensão das condutas investigadas e identificar outros possíveis envolvidos.
Todo o material apreendido será encaminhado à Polícia Científica para a realização de perícias. Após a conclusão dos laudos, as evidências serão analisadas pelo CyberGAECO para dar continuidade às investigações.
Origem do nome da operação
O nome “Éris” faz referência à personagem da mitologia grega associada à discórdia e aos conflitos. Conforme o MPSC, a escolha simboliza a investigação de práticas voltadas à disseminação de discursos de ódio, radicalização de usuários e incentivo à violência no ambiente digital.
O que é o CyberGAECO
O GAECO é uma força-tarefa do Ministério Público de Santa Catarina formada por integrantes da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, com atuação no combate às organizações criminosas.
Já o CyberGAECO é o núcleo especializado em investigar, prevenir e reprimir crimes praticados no ambiente virtual, especialmente aqueles relacionados ao uso da internet para a prática de infrações penais.
As investigações seguem em andamento, e o Ministério Público não divulgou a identidade do investigado para preservar o andamento do procedimento

