Criança queria matar coleguinha em escola de Porto Belo e ser presa para não voltar pra casa
Conforme relato da Polícia Militar, a criança teria ferido a colega com uma faca e dito que queria ser presa para não voltar para casa. A faca foi apreendida e o caso segue com o Conselho Tutelar e a Promotoria de Itapema.
Uma criança afirmou que queria matar uma colega dentro de uma escola particular de Porto Belo, no Litoral Norte de Santa Catarina, para ser presa e, assim, não precisar voltar para casa. Durante o episódio, a colega chegou a ser ferida com uma faca.
A guarnição da Polícia Militar foi acionada pela Central Regional de Emergências para atender a ocorrência na instituição, onde, segundo as informações iniciais, uma aluna teria lesionado outra estudante com uma faca.
As informações foram apuradas com exclusividade pelo Jornal Razão. Conforme o relato colhido no local, uma das alunas teria convidado a colega para entrar no banheiro feminino. Após as duas entrarem, ela teria trancado a porta e encostado a faca na região do pescoço da outra criança, afirmando que desejava ser presa para não retornar para casa junto do pai.
Ainda de acordo com o relato, depois de abrir a porta, a aluna teria advertido a colega para que não contasse o ocorrido à professora, afirmando que a mataria caso ela revelasse o que havia acontecido.
O motivo relatado
Diante da situação, o Conselho Tutelar e os responsáveis legais das duas crianças foram acionados e orientados a comparecer à delegacia para os procedimentos cabíveis.
Durante o atendimento, a aluna teria declarado de forma espontânea, diante da direção da escola, de conselheiros tutelares e dos policiais, que praticou o ato em razão de traumas de experiências anteriores em outras famílias adotivas, e por não suportar presenciar supostas discussões frequentes entre os atuais pais adotivos. Ela repetia constantemente que não desejava voltar para a residência dos responsáveis legais.
Próximos passos
Na delegacia, a faca usada no caso foi apreendida e entregue à autoridade policial. Por orientação da Promotoria de Justiça, e por se tratar de uma criança, a aluna foi encaminhada ao Conselho Tutelar e à Promotoria de Justiça de Itapema, para acompanhamento e adoção das medidas cabíveis.

