“P lanalto Norte ficará órfão de representatividade política”, afirma Becker em entrevista
“Planalto Norte ficará órfão de representatividade política”, afirma Becker em entrevista
“Planalto Norte ficará órfão de representatividade política”, afirma Becker em entrevista
“Planalto Norte ficará órfão de representatividade política”, afirma Becker em entrevista
“Planalto Norte ficará órfão de representatividade política”, afirma Becker em entrevista
“Planalto Norte ficará órfão de representatividade política”, afirma Becker em entrevista
👉 *Região pode perder força em Brasília caso lideranças não se unam, avalia o empresário.*

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Empresário Ismar Becker avalia cenário político e econômico em entrevista ao SBS Online
O portal SBS Online conversou com o empresário Ismar Becker, que analisou o atual momento político e econômico do Brasil e da região Norte catarinense. Na entrevista, Becker fez considerações sobre as eleições de 2026, a situação econômica do país, a crise nas relações comerciais com os Estados Unidos e a representatividade política regional.
Eleições 2026: Lula, Bolsonaro e Tarcísio
Segundo Becker, o cenário presidencial ainda está indefinido, mas a tendência é de segundo turno, como na eleição anterior.
“Se tiver saúde, Lula será candidato. Do outro lado, devem aparecer de dois a quatro nomes, e com certeza um deles vai ao segundo turno. Não existe possibilidade de vitória em primeiro turno”, avaliou.
Para ele, os eleitores do centro podem ser decisivos novamente:
“Na última eleição, muita gente não votou no Lula, votou contra Bolsonaro. Agora, esse eleitor tende a não repetir o voto no atual presidente, o que pode favorecer outro candidato.”
Becker citou o governador paulista Tarcísio de Freitas como nome mais competitivo, mas destacou a necessidade de o ex-ministro se descolar do bolsonarismo, especialmente em meio às polêmicas envolvendo a família Bolsonaro.
Economia e risco de crise
O empresário demonstrou preocupação com o futuro próximo:
“Daqui a dois meses, no máximo, começaremos a ter demissões em massa. O país está parado em termos de decisão política e administrativa.”
Ele comparou a situação atual com os últimos meses do governo Dilma Rousseff, quando o país mergulhou em incertezas.
Relação Brasil x EUA e taxações
Outro tema abordado foi a crise comercial com os Estados Unidos. Becker criticou a postura do presidente Lula em relação ao governo americano e lembrou do risco de novas sanções:
“Temos sobretaxas já em vigor e, a partir de setembro, começa a investigação da chamada Seção 301, que pode suspender embarques imediatamente. Isso já aconteceu nos anos 80 e foi um caos para setores como o têxtil e moveleiro.”
Falta de representatividade regional
Ismar Becker também se mostrou pessimista quanto à eleição de representantes do Planalto Norte em 2026:
“De Campo Alegre até Porto União, dificilmente teremos deputado estadual, e federal então, nem falar. Nós vamos ficar órfãos mais quatro anos.”
Questionado sobre uma possível candidatura própria, o empresário descartou:
“Definitivamente não. Meu perfil é executivo, gosto de estar à frente de empresas, não do legislativo.”
Polarização política preocupa
No fim da entrevista, Becker alertou para os efeitos da polarização política dentro da sociedade:
“Uma coisa é ser adversário político, outra é ser inimigo. Isso tem dividido até famílias. Radicais sempre existirão, mas precisamos dialogar com a maioria que está no meio. Nenhum país vai para frente com essa divisão.”

