
Na última sessão do mês de setembro, ocorrida nesta terça-feira (29), na Câmara de Vereadores de São Bento do Sul, os parlamentares discutiram e votaram projetos, além de ouvirem a comunidade através da Tribuna Popular.
Uma das matérias aprovadas é a 85/2026, de autoria dos vereadores Patrick Vicente e Cátia Friedrich, que institui a Política de Educação Humanitária e Proteção Animal em São Bento do Sul. Alguns objetivos da iniciativa são prevenir maus-tratos e o abandono de animais, incentivar a guarda responsável, estimular a adoção responsável de animais e outros. O município poderá promover campanhas educativas, estimular práticas pedagógicas relacionadas à educação humanitária, apoiar ações de proteção, cuidado e bem-estar animal, entre outras medidas. “A ideia é que as crianças aprendam desde cedo valores, como respeito, responsabilidade e convivência harmoniosa com os animais”, completou Vicente.
Já em primeira discussão, no total, quatro projetos entraram em pauta. Um deles, o 335/2026, pretende realocar recursos no âmbito da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo , a fim de assegurar o pagamento das faturas do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina, através do Programa Cidade Empreendedora.
Outro projeto, o 339/2026, busca instituir o Programa de Composição e Pagamento Administrativo das diferenças do piso salarial nacional do Magistério, em decorrência da aplicação da Lei Federal 15.437, de junho de 2026, fixado em R$ 5.130,63 para a jornada de 40 horas semanais “Ele beneficia, principalmente, os professores que estão iniciando no Magistério, garantindo adequação ao piso nacional. É importante valorizar esse profissional que está iniciando, pois hoje em dia o jovem não quer ser mais professor e nós precisamos deles. Cumprindo a lei do piso vamos motivar os jovens a fazer faculdade na área”, mencionou a vereadora Zuleica Voltolini.
Tribuna Popular
Neste encontro, duas entidades participaram da Tribuna Popular. A primeira explanou sobre a conscientização sobre o Setembro Surdo, valorização da Língua Brasileira de Sinais, dos intérpretes de Libras e dos Codas, que são filhos ouvintes de pais surdos, através de Marino Noronha da Silva Junior e Ana Alice Werneck Rodrigues. Marino fez o uso da palavra exclusivamente pela língua de sinais, trazendo ainda mais significado à participação. Ele falou que São Bento do Sul possui a Associação de da Comunidade Surda e Coda (ACSCSBS), auxiliando toda a comunidade interessada através de iniciativas de inclusão. “Nós, por exemplo, já conseguimos passe livre para que as crianças utilizem o ônibus para ir gratuitamente até a associação”, exemplificou. Também, durante a explanação, Marino pediu o apoio dos vereadores para conseguir novas instalações da associação e materiais.
Após, Luiz Carlos Floriani, presidente do Centro de Integração de Empresa-Escola (CIEE), usou a tribuna para prestar contas sobre o trabalho desenvolvido em São Bento do Sul. Ele comentou que o local faz uma ponte entre o jovem e o ambiente de trabalho, com 830 pessoas com contrato ativo no município. Maria Eduarda Veiga, de 16 anos, jovem aprendiz na Colepack, usou a tribuna para dar o exemplo. “Esses aprendizados vão muito além do ambiente de trabalho, já que eles nos ajudam também como pessoa. Faço um pedido às empresas que continuem olhando para os jovens com carinho”, disse a jovem.
Palavra Livre
Os vereadores Vilson da Silva, Rodrigo Vargas, Cátia Friedrich, Joelmir Bogo e Diego Niespodzinski usaram a tribuna nesta sessão.
