SC adota tecnologia para monitorar agressores e vítimas de violência

SC adota tecnologia para monitorar agressores e vítimas de violência

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SC adota tecnologia para monitorar agressores e vítimas de violência

Para minimizar os casos de feminicídio, o governo de Santa Catarina aprovou a tecnologia usada do Paraná

SC adota tecnologia do PR para monitorar agressores e vítimas de violência | Foto: Youtube SCC SBT | Reprodução
SC adota tecnologia do PR para monitorar agressores e vítimas de violência | Foto: Youtube SCC SBT | Reprodução

Uma tecnologia que visa a proteção das mulheres vítimas de violência será adotada em Santa Catarina. O sistema monitora tanto as vítimas quanto os agressores e já funciona de forma eficiente no Paraná.

Com objetivo de minimizar os casos de feminicídio no estado, o governo de Santa Catarina aprovou a tecnologia usada no Paraná, que deve começar a funcionar ainda em 2026.

Tecnologia chega a SC combater feminicídios

Uma reportagem da Rede Massa, afiliada do SBT no Paraná, explicou como a tecnologia funciona e como ela é capaz de proteger as mulheres de novos ataques dos agressores.

Iniciativa da Justiça, Ministério Público e Secretária de Segurança do Paraná, o “Programa Mulher Segura” fiscaliza as vítimas e, principalmente, os agressores.

Iniciativa da Justiça, do Ministério Público e da Secretaria de Segurança do Paraná, o “Programa Mulher Segura” fiscaliza as vítimas e, principalmente, os agressores.

O projeto funciona oferecendo à vítima um celular que monitora, em tempo real, a localização do suspeito que possui medida protetiva, enquanto o agressor utiliza uma tornozeleira eletrônica.

Determinado pelo Judiciário, o programa classifica dois círculos de proteção à vítima:

1º Raio de advertência – 1 km
2º Zona de exclusão – 500 metros

Caso o agressor se aproxime de algum desses círculos, uma notificação é enviada imediatamente ao celular da vítima, e a polícia também é avisada., uma notificação é enviada imediatemente ao celular da vítima, e a polícia também é avisada.

“A partir do momento em que esse autor de violência entra nesse raio de advertência, ele já recebe avisos e alertas da tornozeleira, além de ligações da Delegacia de Polícia, para que saia daquele local e se afaste da vítima. Ao mesmo tempo, a vítima também é avisada, no smartphone, para que possa procurar um local seguro e se proteger até a chegada da força policial”, explicou a juíza Camila de Britto Formolo na reportagem da Rede Massa.

Ação visa monitorar agressores

O programa é destinado a casos graves, nos quais o agressor descumpre a medida protetiva e tenta novamente manter contato com a vítima, oferecendo risco a ela.

O descumprimento da medida protetiva vai além da aproximação física, e apenas uma ligação já pode configurar um novo crime, como explica a delegada da Polícia Civil do Paraná, Emanuelle Siqueira.

“Não importa se o agressor teve ou não conversa com ela, se ele tentou ligar, já é um descumprimento. E há necesssidade de ser comunicado esse descumprimento”, destaca a delegada.

A tecnologia trabalha para oferecer uma rede de apoio maior às vítimas, além de permitir que elas não sejam “pegas de surpresa”, tendo tempo para se abrigar até a chegada da polícia.

“Da mesma forma que o agressor vai escalonando nas suas investidas, a Justiça também, hoje através dessa parceria com a Secretária de Segurança Pública, também consegue escalonar os seus recursos protetivos”, disse a promotora, Tarcila Santos Teixeira.

Tecnologia protege as vítimas 24h por dia

A tecnologia que deve chegar a Santa Catarina monitora vítimas e agressores durante 24 horas, e o sistema funciona em qualquer lugar do Brasil.

“Esse monitoramento não ocorre apenas no município onde a vítima reside, mas em todo o território nacional. Então, ela pode viajar e, onde estiver, estaremos fazendo esse monitoramento 24 horas” afirmou a diretora-geral da Polícia Penal do PR, Ananda Chalegre.

*Sob supervisão do editor Pedro Corrêa

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