Megaoperação cumpre 65 mandados e mira rede de tráfico de animais em 5 estadosFoto: Divulgação/MPSC/A Operação Aruana foi deflagrada pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) para investigar uma possível rede envolvida no tráfico de animais silvestres e outros crimes. A ofensiva ocorre na manhã desta terça-feira (3) e mobiliza o cumprimento de 65 ordens judiciais, sendo 45 mandados de busca e apreensão e 20 de prisão, contra 39 pessoas investigadas.
Mandados são cumpridos em cidades de cinco estados
As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina e estão sendo executadas em diversos municípios. Em Santa Catarina, há diligências em cidades como Joinville, Balneário Camboriú, Balneário Barra do Sul, Barra Velha, Florianópolis, Governador Celso Ramos, Indaial, Ilhota, Itajaí, Itapema, Jaraguá do Sul, Navegantes, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz e Timbó
Já em outros estados, a operação alcança cidades como Curitiba (PR), Lauro de Freitas (BA), além de municípios paulistas como Guarulhos, Diadema, Ribeirão Preto e Sorocaba. No Rio Grande do Sul, as ações ocorrem em Pelotas e Glorinha.
Segundo o MPSC, o objetivo principal é reunir provas sobre a atuação de uma possível organização criminosa ligada ao tráfico de animais, falsificação de documentos e outros crimes relacionados à fauna silvestre.
Animais resgatados recebem atendimento especializado
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes também buscam localizar e resgatar animais mantidos de forma ilegal. Os animais resgatados durante o cumprimento dos mandados receberão atendimento e proteção imediata.
A operação conta ainda com o suporte de médicos-veterinários que auxiliam as equipes em situações envolvendo o manejo dos animais. Todo o material apreendido será enviado para perícia da Polícia Científica, que irá analisar as evidências para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos.
Por que a megaoperação recebeu o nome de Aruana
O nome da operação faz referência direta ao objetivo da investigação, que é combater o tráfico de animais silvestres. “Aruana” tem origem no tupi-guarani e pode ser interpretado como “sentinela da natureza”, uma expressão ligada à ideia de vigilância e proteção do meio ambiente

