Seu Gilmar é vigia do Cemitério Municipal

Seu Gilmar é vigia do Cemitério Municipal

- in Personagem da Semana, São Bento do Sul
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Mais conhecido como Nenê, ele faz rondas noturnas e disse que não tem medo do trabalho

Você toparia trabalhar em um cemitério ? , muitas pessoas diriam que não, mas o senhor Gilmar Schwirkowski, com seus 57 anos, não tem medo. “É um trabalho como qualquer outro, as pessoas que estão aqui merecem o descanso eterno e é meu trabalho, proteger os túmulos e manter a ordem”, comenta.

O cemitério central é o maior da região estimasse que mais de 20 mil corpos estejam sepultados no local. E seu Gilmar faz várias rondas todas as noites. Do local onde fica na guarita até o final do cemitério são dois quilômetros, trajeto que faz para ver se esta tudo certo. Ele sempre vai com sua lanterna na cor azul nas mãos. “Tem gente que já veio aqui de noite para fazer bagunça, uma boa conversa e a gente diz que no cemitério não é lugar para fazer algazarra”, comenta.

Gilmar atua quase trinta anos na prefeitura é atual prefeito Magno Bollmann é o décimo prefeito com que ele está trabalhando e se orgulha em passar em três concursos, o primeiro deles foi de Mecânico e após com almoxarife. Além do cemitério Gilmar conta que já protegeu outros órgãos públicos como escolas e postos de saúde e não vê diferença entre os locais. “Trabalho aqui e em outro local se for para o bem da nossa comunidade estarei sempre aposto, buscando proteger o bem publico”, comenta.

Gilmar começou a trabalhar cedo aos 14 anos na Condor. “Tinha que ajudar minha família e na época todos os jovens com 13 e 14 anos tinha carteira assinada isso foi um orgulho para as pessoas da minha época”, revela o filho do senhor Pedro e dona Maria Rosa.

Gilmar também sabe onde estão sepultados a maiorias de pessoas que marcaram toda uma história em São Bento do Sul entre famílias tradicionais e políticos como Pedro Bayerl, Genésio Tureck e Otair Becker entre outras tantas que fizeram e participaram do desenvolvimento do município e região.

Gilmar conta que o salario que recebe é o valor igualitário como os demais vigias, dentro dos padrões. “Mas o principal de tudo é gostar daquilo que a gente gosta e trabalhar com responsabilidade”, explica

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