Espaço com 114 anos mantém mesma arquitetura

Espaço com 114 anos mantém mesma arquitetura

- in São Bento do Sul
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Local fica em Rio Vermelho Estação e abriga um bar da família Weidner

São Bento do Sul –

Um local pacato, longe do movimento intenso de carros e que remete ao passado. A alguns quilômetros do centro de São Bento do Sul um bar oferece uma verdadeira viagem no tempo. É como aqueles comércios de antigamente onde você juntava alguns centavos para comprar guloseimas ou as tradicionais bolinhas de gude, não era divertido ?.
Os anos foram passando e o espaço bem próximo a Estação Ferroviária mantem aberto. No começo do século passado serviu de pousada para aqueles desbravadores que construíram a estrada de ferro. Naquela época sim o movimento era grande, feito em madeira.
De acordo com dados fornecidos além da pousada no começo do século passado o local tinha restaurante com aquela comida caseira. Era chamado de Hotel Stelter mas não existe confirmação de algum grau parentesco com o Hotel Stelter do centro de São Bento do Sul.
O patriarca da família Vicente, administrou o negócio durante vários anos passando para o filho Sérgio.
Até hoje o local guarda muitas histórias e muitas recordações e muitas delas são compartilhadas com os sobrinhos de um dos donos, Pedro e Anna Weidner.
Há quase 30 anos são eles os responsáveis por manter o negócio e não pretendem parar tão cedo “Fizemos boas amizades e sempre tem algum cliente contando as novidades, é um passatempo”, revela Anna
O local mantem a estrutura original, em madeira algumas reformas foram feitas. Anna lembra que quando era criança, gostava de passear pelo local, mas evitava chegar quando tinha muita gente para não atrapalhar o atendimento. ‘Lembro que havia muitos clientes seja no almoço ou jantar. Eram servidos dezenas de pratos, sempre com o feijão com arroz e muita carne”, conta a proprietária que sente saudades daquele tempo.

Telex
Quando o trem saia de Corupá com destino a São Bento do Sul a reserva e a quantidade de refeições eram passadas por Telex “Aqui era um ponto de parada com bastante movimento”, recorda Anna
Além do restaurante o local também vendia de tudo um pouco, uma espécie de casa de secos e molhado. A venda tinha feijão, arroz, café. Com o fim das linhas de trem para passageiros ficou inviável manter o restaurante
Parte da mobília como a caixa registradora, o balcão e prateleiras mantem-se original.
O espaço recebe muitos ciclistas que passam pelo local. Eles observam atentamente, tomam uma água ou um refrigerante e seguem o destino levando na bagagem um pouco do passado.

Boa amizade e clientela fixa
Além de turistas o local recebe os próprios moradores de Rio Vermelho e Rio Natal, que gostam de uma boa conversa na companhia de uma cerveja. ‘Aqui eles conversam do trabalho e dos acontecimentos atuais. “Trato cada um com muita alegria, por isso eles voltam”, conta dona Anna.

Emilio Engel
O espaço também seria de propriedade de um dos primeiros moradores do bairro, senhor Emílio Engel. Destacando a construção da Olaria e da Industria de Movéis Engel de propriedade do saudoso Emilio Engel .

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